segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Sem

Em vão...

Guardo o pranto,
Engulo o choro,
Engano o medo.

Em vão...

Refaço me em frases curtas.
Os olhos querem denunciar.
Os lábios trêmulos, as mãos suadas, ansiosas
Já denunciaram.

Em vão...

O crescer sem esperança.
E existem tantas coisas...
Não esperar ser surpreendido é impossível.
Mesmo que se perdendo aos poucos
Entre os dedos contados das mãos.
Mesmo a fé se escondendo onde qualquer um encontra,
Acoada entre paredes.

Em vão...

Entrego me a razão
A tudo que a vida me fez
Agarro  me onde não existem suportes
Onde se dissolve tudo que já cantei
Preso onde se limita o que penso que aprendi
Minhas rezas, orações
Minhas inseparáveis contradições

Em vão...

Continua os passos
Sem os choros que eu queria ouvir
Sem meus silêncios duplamente quebrados.

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